O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou expansão de 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, conforme dados divulgados nesta terça-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi influenciado principalmente pelo desempenho da agropecuária, que voltou a crescer após um início de ano marcado por intempéries climáticas.
Destaque do setor agropecuário
A agropecuária avançou 2,1% no período, interrompendo a trajetória de queda observada no primeiro trimestre. A recuperação foi puxada pela colheita da safra recorde de grãos, com destaque para o milho segunda safra, além do bom desempenho de culturas como cana-de-açúcar e café. O setor foi o principal motor do crescimento do PIB no trimestre, compensando a desaceleração observada em outros segmentos.
A indústria, por sua vez, registrou alta de 0,3% no segundo trimestre, impulsionada principalmente pela construção civil e pela indústria de transformação. Já o setor de serviços, que responde pela maior parcela da economia brasileira, cresceu 0,4% no período, sustentado pelo bom momento do mercado de trabalho e pela confiança do consumidor.
Consumo e investimentos
Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 0,8% no trimestre, beneficiado pela queda do desemprego e pela renda mais aquecida. Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), também apresentaram crescimento de 1,2% no período, sinalizando maior apetite do setor produtivo. As exportações de bens e serviços cresceram 1,4%, enquanto as importações subiram 1,9%.
Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB acumula alta de 2,9%. No acumulado do primeiro semestre, a economia brasileira cresce 2,0% em relação ao mesmo período de 2025. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,9 trilhões no segundo trimestre.
Para os analistas, o resultado reforça a expectativa de um crescimento anual em torno de 2,5% a 3% em 2026, embora o cenário externo e o ciclo de aperto monetário ainda representem desafios para a atividade econômica nos próximos meses.


